O deputado estadual Paulo Duarte afirmou, nesta quarta-feira, 25 de março, que o sorteio de 181 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida marcou a retomada da política de moradia popular em Corumbá, após uma década sem novas entregas. A cerimônia foi realizada no Ginásio Poliesportivo Lucílio de Medeiros, com transmissão pelas redes sociais oficiais do município.

“Ficamos cerca de dez anos parados nessa área e estamos retomando. Toda grande caminhada começa com o primeiro passo”, declarou o parlamentar, ao destacar o simbolismo do evento e a demanda reprimida por moradia na cidade.

As unidades sorteadas estão em construção no bairro Guató e integram os residenciais dos Ipês I e II, viabilizados em parceria com os governos estadual e federal. As casas fazem parte de um conjunto habitacional com infraestrutura urbana completa, planejado para contribuir com a expansão organizada do município e melhorar as condições de moradia da população.

A seleção contemplou famílias previamente cadastradas, sem necessidade de presença no local do sorteio. O processo foi coordenado pela Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul, conforme critérios da Faixa Urbano 1 do programa, destinada a famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850.

Além dos critérios de renda, foram considerados parâmetros sociais previstos na legislação federal, como situações de vulnerabilidade habitacional. Parte das unidades foi reservada a grupos prioritários, entre eles idosos, pessoas com deficiência e beneficiários de programas sociais.

Durante o evento, Duarte informou da viabilização de uma nova área para expansão da política habitacional no município. Segundo ele, documento assinado pelo Governo do Estado autoriza o início do processo de doação de terreno para a construção de mais unidades. “Não é conversa, é concreto. Esse documento vai possibilitar que mais 300 casas sejam construídas em Corumbá, ampliando o atendimento a quem mais precisa”, afirmou.

O deputado ainda ressaltou que o volume de moradias sorteadas não supre o déficit habitacional, mas representa um avanço após anos sem investimentos no setor. “Claro que não resolve toda a demanda, mas é um passo importante para mudar essa realidade”, disse.