A Defesa Civil Municipal de Corumbá afirmou que não emitiu alerta prévio à população durante a chuva extrema registrada no município porque o fenômeno ocorreu de forma súbita e sem possibilidade de previsão precisa. Segundo o órgão, o volume de precipitação ultrapassou 106 milímetros em cerca de 50 minutos, caracterizando um evento atípico e concentrado em curto intervalo de tempo.

Em nota, a Defesa Civil informou que os sistemas de monitoramento meteorológico permitem indicar a possibilidade de chuva, mas não conseguem antecipar com exatidão picos pluviométricos tão elevados em espaço de tempo reduzido. De acordo com o órgão, a ausência de evolução gradual do fenômeno inviabilizou a adoção de medidas preventivas antes do início da precipitação.

A Defesa Civil explicou ainda que o Sistema de Alertas é acionado prioritariamente em situações que apresentam risco iminente à vida e exigem evacuação preventiva, como deslizamentos de encostas, instabilidade de barragens e inundações progressivas, quando há tempo hábil para a retirada segura de moradores. Nesses casos, o alerta tem como objetivo mobilizar a população para deslocamento imediato a locais seguros.

No episódio registrado em Corumbá, conforme o órgão, a chuva intensa ocorreu de maneira repentina e os impactos ficaram concentrados em danos materiais. Não houve registro de vítimas.

A Defesa Civil ressaltou que os alertas são ferramentas centrais para a proteção da vida, mas dependem da existência de intervalo entre a previsão e a ocorrência do evento. Segundo o órgão, essa condição não esteve presente no caso específico registrado no município.

Confira abaixo a íntegra da nota 

Nota à Imprensa

Esclarecimentos oficiais sobre o não acionamento de alerta prévio para evento extremo

A Defesa Civil Municipal esclarece que o evento ocorrido caracterizou-se como uma precipitação extremamente intensa e concentrada em curto espaço de tempo, com volume superior a 106 mm em cerca de 50 minutos, situação que não era passível de previsão com precisão temporal e espacial suficiente para emissão de alerta específico à população.

Os sistemas de monitoramento meteorológico permitem identificar a possibilidade de ocorrência de chuvas, porém não conseguem antecipar, com exatidão, picos pluviométricos tão elevados em intervalo tão reduzido, como o registrado neste episódio, que se configurou como um evento súbito e atípico.

Ressalta-se ainda que o Sistema de Alertas da Defesa Civil é prioritariamente voltado para situações em que há:

- necessidade de evacuação preventiva da população, e

- risco iminente à vida, tais como:

1. deslizamentos de encostas;

2. rompimento ou instabilidade de barragens;

3. inundações progressivas com tempo hábil para retirada segura de moradores.

Nesses casos, o alerta tem como finalidade principal mobilizar a população para deslocamento imediato a locais seguros, evitando perdas humanas.

No evento registrado em Corumbá, a chuva intensa ocorreu de forma repentina, sem evolução gradual que permitisse a adoção prévia de medidas de evacuação, e os impactos estiveram concentrados principalmente em danos materiais, não havendo registro de vítimas.

A Defesa Civil reforça que os sistemas de alerta são ferramentas fundamentais para proteção da vida, porém sua efetividade depende da existência de tempo de resposta entre a previsão do evento e sua ocorrência, o que não se verificou neste caso específico.