A onça-pintada que recebeu o nome de Corumbella, translocada da região urbana de Corumbá para uma área remota na Serra do Amolar, segue sendo monitorada de forma remota pelo Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, com o uso de tecnologia de sensoriamento por meio de rádio-colar com GPS.

O GT é formado por instituições como o IBAMA, o CENAP/ICMBio, a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (PMA), a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal e a Defesa Civil de Corumbá (ambas vinculadas à Prefeitura de Corumbá), o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), a Jaguarte e outros pesquisadores.

Esse recurso tecnológico foi implementado justamente para apoiar ações de coexistência e oferecer o suporte necessário às comunidades da região onde houve a soltura, bem como à espécie, símbolo nacional da conservação da biodiversidade.

Com base nos dados obtidos por geolocalização, a Corumbella apresenta bons sinais vitais e está percorrendo regiões remotas no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, distante dezenas de quilômetros de áreas habitadas por comunidades.

Esse monitoramento vem sendo realizado rotineiramente desde 03 de maio, como estratégia para apoiar as comunidades e levantar dados para futuros estudos científicos.

Desde a soltura, em 03 de maio, Corumbella nunca se aproximou de comunidades na região da Serra do Amolar. Pelos dados obtidos até o momento, ela passou a se distanciar de áreas habitadas por humanos. Esse trabalho de monitoramento prosseguirá pelos próximos 12 meses, conforme a metodologia estabelecida.

A presença de uma onça-pintada em um território é, historicamente, um fator que gera diferentes opiniões, em geral divididas entre admiração e tensão, justamente por se tratar de um animal no topo da cadeia alimentar, que contribui para regular a biodiversidade de uma região. A coexistência é o caminho mais equilibrado para garantir a relação entre o ser humano e a espécie. A ciência é um suporte para o desenvolvimento dessa relação.

O Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário segue disponível para atuar em conjunto com as comunidades, promovendo a coexistência e garantindo a tradição pantaneira de convivência respeitosa entre o ser humano e a fauna silvestre.